Tristan Harris, ex-Google: “Se você puder sair das redes, saia”

As redes representam de fato uma ameaça à humanidade, como faz crer o documentário? Não é um exagero? Se a tecnologia continuar levando o mundo para o caminho atual, a ameaça existencial será concreta. A lógica das redes destrói a noção de uma realidade compartilhada por todos, ao fragmentar as pessoas em bolhas sem contato entre si. Se você não tem uma realidade em comum com as pessoas a sua volta, terá violência. As redes servem para fornecer a cada grupo um espelho de autoafirmação, e não para informar.

Essas bolhas de opinião dentro das redes são culpadas pela polarização de hoje? As inteligências artificiais das redes criam uma espécie de túnel da realidade que leva as pessoas cada vez mais para o interior de suas próprias bolhas. Por definição, personalização é lucrativo, e polarização também, porque você dá à pessoa uma versão extrema da própria realidade. Se uma adolescente começa a ver vídeos de dietas no YouTube, o aplicativo vai mostrar mais vídeos de dietas. O YouTube não sabe se são bons ou ruins, apenas calcula se as ofertas vão prender a atenção.

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Ciência avança na tecnologia de ‘leitura de mente’ e gera preocupações éticas

Cérebros estão conversando com computadores e computadores estão conversando com cérebros: nossos pensamentos estão seguros?

Jack Gallant nunca se propôs a criar uma máquina para ler a mente. O seu objetivo era mais prosaico. Neurocientista computacional da Universidade da Califórnia, em Berkeley, Gallant trabalhou durante anos para melhorar o nosso conhecimento sobre como o cérebro codifica as informações – por exemplo, que região é ativada quando uma pessoa vê um avião ou uma maçã ou um cachorro – e de que maneira esta atividade representa o objeto que está sendo visto.

No final da década de 2000, os cientistas conseguiram determinam que coisa uma pessoa estaria olhando pela maneira como o cérebro se iluminava –por exemplo, um rosto humano ou um gato. Mas Gallant e seus colegas foram mais longe. Eles descobriram como usar o aprendizado da máquina para decifrar não apenas a classe de coisas, mas que imagem exata um sujeito visualizava. (Que foto de um gato, entre três opções dadas).

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Elon Musk: bilionário divulga avanços em seu plano para conectar nossos cérebros a computadores

Em apresentação na sexta, Musk disse que uma de suas empresas faz pesquisas para dar “superpoderes” aos seres humanos.

Imagine poder gravar suas recordações em um computador, diretamente de seu cérebro, e vê-las novamente quando quiser? Ou mesmo “baixá-las” para outro corpo?

Esse é o futuro que o empresário bilionário Elon Musk imagina e que a tecnologia desenvolvida por sua startup de neurociência, a Neuralink, poderia ajudar a tornar realidade, segundo ele.

Musk divulgou uma prévia dos avanços feitos peça empresa na sexta-feira, e chamou a iniciativa de “jornada para capacitar humanos com superpoderes.”

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