Bolsonaro reduz para R$ 1.067 proposta de salário mínimo, sem aumento real.

O governo Jair Bolsonaro (sem partido) enviou ao Congresso Nacional uma proposta de salário mínimo de R$ 1.067 em 2021, deixando o mínimo sem aumento real pelo segundo ano seguido. A projeção faz parte do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual).

Em relação aos atuais R$ 1.045, o aumento é de R$ 22, valor que deve apenas repor a inflação projetada para 2020, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 2,09%. Na prática, significa que o salário mínimo ficará sem aumento por dois anos.

A previsão de valor do salário mínimo em 2021 é R$ 12 menor que a apresentada no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias). Quando enviou a proposta ao Congresso, em 15 de abril, o governo estimou que o piso salarial em 2021 seria de R$ 1.079, devido à projeção de 3,29% para o INPC à época.

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Fim de abono salarial é novo impasse para o Renda Brasil

Bolsonaro resiste à proposta de Guedes para acabar com benefício e direcionar os R$ 18,3 bilhões do seu custo para o programa que substituirá o Bolsa Família

BRASÍLIA – As discussões para a criação do Renda Brasil chegaram a um novo impasse ontem depois de o presidente Jair Bolsonaro sinalizar ao ministro da Economia, Paulo Guedes, não estar disposto a acabar com o abono salarial.

O benefício pago a trabalhadores que recebem até dois salários mínimos é a principal fonte de financiamento proposta pela equipe econômica para o novo programa social, que irá substituir o Bolsa Família.

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