Bolsonaro quer que escolas ligadas a igrejas recebam verba do Fundeb

Executivo propõe bancar até 15% das matrículas do ensino fundamental e médio, hoje proibidas de receber recursos do fundo, em instituições privadas filantrópicas

BRASÍLIA — O governo Bolsonaro quer abrir o Fundeb, fundo que financia a educação básica, para escolas privadas sem fins lucrativos, incluindo confessionais (vinculadas a igrejas e religiões) e comunitárias (instituídas por entidades com representantes locais, a exemplo de grupo de pais ou professores).

A ideia é estabelecer um teto de 15% do total das matrículas do ensino fundamental e do médio que poderão ser custeadas em instituições privadas filantrópicas com dinheiro do fundo público. Hoje, é vedado usar o recurso para financiar estudantes nessas etapas escolares fora da rede estatal.

Ler mais

Universal ‘faz jogo estratégico nojento’, diz Malafaia sobre apoio a Kassio Nunes para o STF

Para pastor, igreja de Edir Macedo endossa indicado de Bolsonaro em troca do respaldo do presidente a Crivella e Russomanno

A Igreja Universal faz “um jogo estratégico nojento” ao endossar a indicação do juiz federal Kassio Nunes para o STF (Supremo Tribunal Federal), diz o pastor Silas Malafaia.

Para ele, aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro, o indicado “tem amizade com a turma do PT” e “posição muito dúbia” sobre aborto. “Precisa de mais alguma coisa?”

A Universal, segundo Malafaia, devolve um favor pela chancela presidencial a dois candidatos a prefeito: no Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sobrinho do bispo Edir Macedo, e, em São Paulo, o deputado federal Celso Russomanno. Ambos são do Republicanos, partido ligado à igreja.

Na bancada evangélica, circula a versão de que Malafaia já esteve mais em alta com Bolsonaro. Ele associa a ideia a uma “dor de cotovelo” e diz que o presidente, que lhe dá acesso liberado, costuma brincar: “Quando Malafaia bota dois áudios seguidos no meu zap, eu nem escuto, sei que é bronca”.

Ler mais

Após mais de 135 mil mortes, Bolsonaro diz a evangélicos que “Brasil foi o que melhor se saiu” na crise

Após mais de 135 mil mortes em decorrência da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou neste sábado (19) que Brasil é o país que teve o melhor desempenho no combate aos efeitos econômicos provocados pela pandemia do novo coronavírus.

Ao discursar para uma plateia de evangélicos, em evento da igreja Assembleia de Deus em Brasília, Bolsonaro declarou que foi obrigado a tomar decisões importantes, mesmo “sendo tolhido pelo Poder Judiciário”.

Bolsonaro participou nesta manhã da Assembleia Geral Extraordinária da Convenção Evangélica das Assembleias de Deus do Distrito Federal e do Entorno, falando a grande plateia de evangélicos.

Ler mais

O evangelho bolsonarista

A caridade com as igrejas só se presta a alimentar a base de apoio de Bolsonaro com vista à reeleição, seu único projeto claro

Em célebre passagem da Bíblia (Mateus 22:17-21), o próprio Cristo aconselha a pagar os impostos em dia: “Dai, pois, a César o que é de César, a Deus o que é de Deus”. Religioso como diz ser, o presidente Jair Bolsonaro deve conhecer essa prédica, mas aparentemente se esqueceu dela ao defender a criação de “instrumentos normativos” para permitir que entidades religiosas, já isentas do pagamento de impostos, deixem de pagar também contribuições, como a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a previdenciária.

Ler mais