Como a máquina de propaganda nazista criou uma imagem caseira de Hitler e enganou o mundo

Em 16 de março de 1941, enquanto cidades europeias eram bombardeadas e judeus, confinados em guetos, a revista The New York Times Magazine publicava uma matéria ilustrada sobre o refúgio de Adolf Hitler nos Alpes de Berchtesgaden, no sul da Alemanha.

Em um tom neutro, o correspondente C. Brooks Peters escreveu que os historiadores do futuro deveriam dar atenção à importância do “domínio privado e pessoal do Führer”, um espaço em que as discussões sobre as frentes da guerra se entremeavam com “passeios com seus três cães pastores por trilhas majestosas pelas montanhas”.

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Há 81 anos, Hitler assinava decreto nazista de extermínio de judeus

Depois que a burocracia alemã do Terceiro Reich executou as medidas de desapropriação e concentração dos judeus, o regime nazista chegou a um ponto crítico. Qualquer passo adiante significaria o fim a existência do judaísmo na Europa ocupada. No jargão nazista, a superação desse limite era descrito como a “solução final da questão dos judeus”.

Na verdade, a expressão “solução final” era um eufemismo para a palavra “morte”. O objetivo era matar todos os judeus e pessoas “não arianas”, que aos olhos dos algozes nazistas eram “indignos de viver”.

Em 1º de setembro de 1939, Adolf Hitler assinou um decreto autorizando os médicos e psiquiatras a concederem o que chamavam de “morte de misericórdia” a doentes incuráveis, deficientes mentais e físicos. Esse programa de “eutanásia” atingia todos os cidadãos judeus na Alemanha.

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Kenosha tem 2ª noite de confrontos e protestos após policiais atirarem em homem negro pelas costas

Ativistas incendiaram vários locais em Kenosha, no Wisconsin, durante a noite de segunda (24), no segundo dia de protestos após policiais brancos atirarem pelas costas em Jacob Blake, um homem negro.

Blake, 29, foi alvejado enquanto era abordado por dois agentes brancos chamados para atender um incidente doméstico, na tarde de domingo (23). Ele sobreviveu aos disparos e está em estado grave no hospital.

Os protestos pelo fim da violência policial começaram pacíficos, mas houve cenas de confronto durante a noite. Os manifestantes não respeitaram o toque de recolher e foram confrontados pela polícia e por agentes federais enviados para a cidade. Ao menos uma pessoa ficou ferida.

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