Pastor deve ser nomeado diretor de departamento do Iphan

Governo continua tentando emplacar líderes religiosos em órgãos culturais importantes no país

O desmonte de órgãos culturais e a tentativa de inserir líderes religiosos em cargos técnicos continuam sendo marcas do governo Jair Bolsonaro. Desta vez, a troca de direção de um importante departamento do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) está gerando mal-estar no órgão.

Informações obtidas pela coluna apontam que o atual diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial, Hermano Queiroz, será exonerado em breve para a entrada de Tassos Lycurgo no cargo. A mudança gerou insatisfação entre os servidores do Iphan porque a escolha de Tassos, que é professor e pastor presidente da Igreja Defesa da Fé, em Parnamirim (RN), é vista como mais um golpe contra o Iphan.

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Milton Ribeiro faz 1 mês como ministro: defesa da cloroquina e proposta de cortar R$ 4 bi da Educação marcam início da gestão

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, completa um mês no cargo neste domingo (16), sem o barulho e as polêmicas do antecessor Abraham Weintraub, mas com uma lista de grandes desafios na educação brasileira diante da previsão de perder, em 2021, R$ 4,2 bilhões para sua área.

Ribeiro é o quarto titular do Ministério da Educação (MEC) em um ano e meio de mandato do presidente Jair Bolsonaro. Ele tem 62 anos, é teólogo e pastor da Igreja Presbiteriana. Sua nomeação para a pasta agradou a ala evangélica do governo.

No discurso de posse, disse que buscaria ter “compromisso com o Estado laico” e manter “grande diálogo com acadêmicos e educadores”.

“Conquanto tenho a formação religiosa, meu compromisso que assumo hoje está bem firmado e bem localizado em valores constitucionais da laicidade do Estado e do ensino público. Assim, Deus me ajude”, afirmou.

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