Após anúncio alvo de críticas, ministro da Educação não define retorno das aulas presenciais

Portaria publicada nesta quarta determinava a volta às aulas em janeiro, mas enfrentou resistência das universidades

Em reunião com reitores de universidades federais e particulares nesta sexta (4), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que as atividades remotas continuam autorizadas no ensino superior, mas não definiu até quando.

O ministro decidiu ouvir os dirigentes depois de publicar uma portaria em que determinava o retorno das aulas presenciais em 4 de janeiro. A medida foi considerada impraticável, já que dava cerca de um mês para que as instituições de ensino se organizassem.

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, completa um mês no cargo neste domingo (16), sem o barulho e as polêmicas do antecessor Abraham Weintraub, mas com uma lista de grandes desafios na educação brasileira diante da previsão de perder, em 2021, R$ 4,2 bilhões para sua área.

Ribeiro é o quarto titular do Ministério da Educação (MEC) em um ano e meio de mandato do presidente Jair Bolsonaro. Ele tem 62 anos, é teólogo e pastor da Igreja Presbiteriana. Sua nomeação para a pasta agradou a ala evangélica do governo.

No discurso de posse, disse que buscaria ter “compromisso com o Estado laico” e manter “grande diálogo com acadêmicos e educadores”.

“Conquanto tenho a formação religiosa, meu compromisso que assumo hoje está bem firmado e bem localizado em valores constitucionais da laicidade do Estado e do ensino público. Assim, Deus me ajude”, afirmou.

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