Bolsonaro quer que escolas ligadas a igrejas recebam verba do Fundeb

Executivo propõe bancar até 15% das matrículas do ensino fundamental e médio, hoje proibidas de receber recursos do fundo, em instituições privadas filantrópicas

BRASÍLIA — O governo Bolsonaro quer abrir o Fundeb, fundo que financia a educação básica, para escolas privadas sem fins lucrativos, incluindo confessionais (vinculadas a igrejas e religiões) e comunitárias (instituídas por entidades com representantes locais, a exemplo de grupo de pais ou professores).

A ideia é estabelecer um teto de 15% do total das matrículas do ensino fundamental e do médio que poderão ser custeadas em instituições privadas filantrópicas com dinheiro do fundo público. Hoje, é vedado usar o recurso para financiar estudantes nessas etapas escolares fora da rede estatal.

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Nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro se defendeu de críticas à medida, acusada por analistas do mercado financeiro e especialistas de contabilidade criativa, já que o benefício não seria custeado com economia real de despesas, mas por meio de uma espécie de endividamento indireto.

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