Jesus aboliu o dízimo?

Para entendermos o dízimo, temos que voltar ao início. Há uma regra na formulação de conceitos doutrinários que se chama “a lei da primeira referência”. Essa lei simplesmente afirma que, para compreender uma doutrina, uma palavra ou um conceito bíblico, temos que prestar atenção especial à primeira vez que ela aparece nas Escrituras. No tocante ao assunto de ofertas, temos que entender que a primeira referência bíblica sobre o tema se acha na primeira referência bíblica do culto a Deus. Os dois conceitos estão ligados. Abel e Caim cultuaram a Deus trazendo-lhe ofertas. No caso de Caim, a oferta foi da sobra da sua colheita. No caso de Abel, a oferta representou as primícias. Primícias são a primeira e melhor parte da nossa renda, do nosso lucro, por assim dizer. Culto a Deus envolve, portanto, uma entrega de algo que materialmente nos pertence. É um gesto de gratidão, de reconhecimento do fato de que tudo provém de Deus e, em última análise, pertence a Deus.

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A manutenção da obra, dízimos e ofertas.

Deus estabeleceu três instituições no mundo: (1) a família (Gn 9:1-7; Ef 5:18-6:4), o governo (Gn 9:1-17; Rm13:1-7) e a igreja (M 16:16-19; At 2). É muito bom que o cristão entenda a importância de cada uma delas no plano soberano de Deus e que também saiba que papel deve desempenhar em cada uma delas. Neste estudo resumido destaco a doutrina que está diretamente ligada à igreja. Meu desejo, querido leitor, é levá-lo a refletir sobre este ponto de fé que trata de um dever de todo cristão: a manutenção da obra através dos dízimos e das ofertas.

Manutenção da obra de Deus: Os dízimos e as ofertas.

Creio que existem duas práticas bíblicas que foram estabelecidas por Deus como meio de manutenção de sua obra aqui na terra: os dízimos e as ofertas. Tanto a Bíblia quanto a história testemunham que a igreja de Cristo sempre foi amparada financeiramente pelas contribuições de seus membros. São esses subsídios que têm permitido que ela cumpra sua missão no mundo. Entretanto, dízimos e ofertas não são compromissos que temos com a igreja, mas, sim, com o Senhor da igreja. Portanto, é fundamental conhecermos os ensinos e princípios bíblicos que regem as contribuições do cristão.

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