Universal ‘faz jogo estratégico nojento’, diz Malafaia sobre apoio a Kassio Nunes para o STF

Para pastor, igreja de Edir Macedo endossa indicado de Bolsonaro em troca do respaldo do presidente a Crivella e Russomanno

A Igreja Universal faz “um jogo estratégico nojento” ao endossar a indicação do juiz federal Kassio Nunes para o STF (Supremo Tribunal Federal), diz o pastor Silas Malafaia.

Para ele, aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro, o indicado “tem amizade com a turma do PT” e “posição muito dúbia” sobre aborto. “Precisa de mais alguma coisa?”

A Universal, segundo Malafaia, devolve um favor pela chancela presidencial a dois candidatos a prefeito: no Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sobrinho do bispo Edir Macedo, e, em São Paulo, o deputado federal Celso Russomanno. Ambos são do Republicanos, partido ligado à igreja.

Na bancada evangélica, circula a versão de que Malafaia já esteve mais em alta com Bolsonaro. Ele associa a ideia a uma “dor de cotovelo” e diz que o presidente, que lhe dá acesso liberado, costuma brincar: “Quando Malafaia bota dois áudios seguidos no meu zap, eu nem escuto, sei que é bronca”.

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Bolsonaro diz à bancada evangélica que deve vetar perdão a dívidas de igrejas

Sob pressão nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicou nesta quarta-feira (9) que vetará trecho de projeto de lei que concede anistia em tributos a serem pagos por igrejas no país.

Em conversa com assessores presidenciais e deputados governistas, ele se queixou da cobrança de eleitores bolsonaristas e disse que não pretende entrar em novo embate com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Na segunda-feira (7), a equipe econômica recomendou veto à anistia, que poderia perdoar dívidas registradas com a União de mais de R$ 1 bilhão. O setor jurídico do Palácio do Planalto também defende que a medida não entre em vigor.

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Congresso perdoa dívidas de R$ 1 bilhão de igrejas; Bolsonaro precisa sancionar

Débitos tributários e multas aplicadas pela Receita Federal foram anulados por um projeto aprovado pelo Congresso; presidente, que já se posicionou contra taxas pagas pelos templos, tem até 11 de setembro para sancionar ou vetar a medida

BRASÍLIA – Um projeto aprovado pelo Congresso Nacional pode anular dívidas tributárias de igrejas acumuladas após fiscalizações e multas aplicadas pela Receita Federal. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o valor do “perdão” seria de quase R$ 1 bilhão. O texto aguarda a sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro, que tem na bancada evangélica um importante pilar de sustentação política de seu governo. Ele tem até 11 de setembro para decidir se mantém ou não a benesse aos templos religiosos.

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