Os ricos investem em bunkers para escapar do ‘fim do mundo’

A intenção dos bilionários é pagar por proteção contra ataques de armas nucleares e vírus assassinos

Mais de 800 000 vidas perdidas, trilhões de dólares em prejuízos financeiros e previsões catastróficas sobre a fome no planeta. A pandemia do novo coronavírus transformou o mundo e reacendeu o debate, especialmente entre aqueles de personalidade mais sensível, sobre os riscos do apocalipse. Ainda que o fim dos tempos soe como um devaneio ficcional, há quem prefira se precaver — desde que, obviamente, tenha disponibilidade financeira para isso. A Covid-19 fez crescer uma tendência inusitada: a procura por bunkers, estruturas subterrâneas para se proteger de ataques, seja de armas nucleares, seja de vírus assassinos. Entre os principais entusiastas do survivalismo, como é chamado o movimento de pessoas atentas a toda e qualquer eventual emergência, destacam-se estrelas de Hollywood, investidores de Wall Street, empresários do Vale do Silício e poderosos em geral. Por questões de segurança, eles não confirmam a posse dos abrigos, mas o mercado garante que personalidades como Bill Gates, Mark Zuckerberg, Kim Kardashian, Shaquille O’Neal, Tom Cruise e Donald Trump estejam entre os donos de bunkers. O sul-africano Elon Musk, CEO da Tesla e do SpaceX, vai além: não só possui abrigos terrestres como lidera um ambicioso projeto para refugiar parte da humanidade em Marte nas próximas décadas.

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