Pademia agrava situação de fome em Portugal, com brasileiros na lideranças entre os imigrantes

Os Bancos Alimentares de Portugal contabilizam 60 mil novas pessoas pedindo ajuda em apenas três meses. Reflexo da crise social e econômica causada pela pandemia, que voluntários, instituições e governo tentam enfrentar.

De acordo com a presidente da Federação dos Bancos Alimentares de Portugal, Isabel Jonet, a pandemia não trouxe apenas aumento no número, mas também uma mudança radical no perfil de quem passa fome.

“Nós em Portugal temos uma pobreza estrutural, que é mais ligada à idade, baixas pensões de reforma [aposentadoria], deficiências, e a COVID-19 trouxe pessoas que nunca imaginaram que iam ficar com falta de comida na mesa. Pessoas mais novas, em idade ativa, com filhos, que deixaram de poder trabalhar ou que deixaram de ter a totalidade dos rendimentos. Nem sequer têm o subsídio de alimentação nem quaisquer outras compensações”, diz Isabel Jonet à Sputnik Brasil.

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