LGBT – Joia do Cristão Baiano

CNBB diz que comentário do Papa sobre união gay demonstra ‘humanidade’, mas não altera conceito católico de família

Em documentário, Papa disse que ‘pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família’. Entidade afirmou, em nota, que comentário ‘não muda em nada do ponto de vista doutrinal ou dogmático’.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se manifestou, nesta quinta-feira (22), sobre os comentários do Papa Francisco defendendo uniões civis homossexuais. Segundo a entidade, a fala demonstra “humanidade”, mas “não muda em nada do ponto de vista doutrinal ou dogmático sobre a família”. Segundo a igreja, o matrimônio só pode ocorrer entre homem e mulher.

Os comentários do Papa foram feitos em um documentário e vieram a público na quarta (21). No filme, ele disse que “pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família” e defendeu a criação de leis de união civil para garantir o direito dos casais homoafetivos.

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Papa Francisco defende união civil entre homossexuais

Em documentário, o papa diz que ‘pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família’. ‘O que precisamos criar é uma lei de união civil’, ele afirma.

O Papa Francisco afirmou, em um filme que entra em cartaz nesta quarta-feira (21) na Itália, que os homossexuais precisam ser protegidos por leis de união civil. Foi a forma mais clara que Francisco já usou para falar de direitos dos LGBTIs.

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Wikipedia proíbe editores de expressar apoio ao casamento tradicional

A Wikipedia, que se define como um “projeto de enciclopédia multilíngue de licença livre, baseado na web e escrito de maneira colaborativa”, decidiu restringir seus editores de expressar oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo em sua plataforma – uma decisão que veio meses depois que o cofundador Larry Sanger disse que a política de neutralidade do site estava “morta”.

Os voluntários que escrevem e editam os artigos da Wikipedia não podem mais incluir em sua página de perfil qualquer “caixa de usuário” – um emblema expressando suas crenças – que seja contra o casamento gay. Por exemplo, uma dessas caixas de usuário afirma: “Este usuário acredita que o casamento é entre um homem e uma mulher”.

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Policiais e guardas LGBTI+ lançam candidaturas em partidos de esquerda

Na contramão da onda bolsonarista que impulsiona candidaturas de policiais, um grupo de profissionais de segurança pública quer tirar a homofobia dessas corporações do armário. Agentes LGBTI+ (sigla para lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis, intersexuais e demais identidades de gênero) buscaram partidos de esquerda para disputar a eleição.

O grupo propõe políticas de combate à homofobia, de valorização dos direitos humanos e se opõe ao governo Jair Bolsonaro (sem partido). Os candidatos integram a Renosp LGBTI+ (Rede Nacional de Operações de Segurança Pública LGBTI+), criada para unir policiais e guardas municipais que lutam contra a homofobia em suas corporações.

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Ministério Público pede abertura de processo contra André Valadão por homofobia

O Ministério Público Federal encaminhou à Justiça, nesta quinta-feira, 15, uma queixa-crime feita por entidades civis contra o pastor e cantor evangélico André Valadão, que afirmou, nas redes sociais, que as igrejas não são lugar para pessoas LGBTQIA+.

A ABMLBT (Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bisexuais, Travestis e Transexuais) e o GADvS (Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero) protocolaram, em 29 de setembro, um pedido para que fosse aberta uma ação penal contra Valadão, por homofobia — desde o ano passado, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), a Lei Antirracismo (7717/1989) engloba também casos de homofobia e transfobia.

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Evangélicos se candidatam por partidos de esquerda e expõem polarização nas igrejas

Coletivos de cristãos e evangélicos criados em reação à eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, lançaram dezenas de candidatos por partidos de esquerda e centro-esquerda no pleito deste ano. O objetivo, segundo eles, é disputar com a direita os votos desse segmento que representa quase um terço do eleitorado, levando a polarização política para dentro das igrejas, território onde o bolsonarismo exerce hegemonia. A movimentação já provoca reação de grandes denominações, como a Igreja Universal do Reino de Deus, que tenta frear a atuação desses novos grupos. 

Criado em 2018 como resposta à atuação do bolsonarismo dentro das igrejas, o Cristãos Contra o Fascismo vem se preparando para disputar a primeira eleição neste ano. Serão 42 candidaturas a vereador, algumas delas coletivas, e três a prefeito em todo o Brasil por sete partidos diferentes: PT, PDT, PSOL, PCdoB, Cidadania, Rede e UP. Os candidatos têm origem em igrejas como Assembleia de Deus, Presbiteriana, Batista e Católica.

“Estava havendo uma perseguição dentro das igrejas em função das escolhas políticas e assuntos envolvendo LGBTs, negros e pobres”, disse Diana Brasilis, candidata a vereadora em São Paulo pelo PDT e integrante do grupo, que já reúne mais de 40 mil pessoas. 

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Ativistas LGBT fazem protesto em frente à Igreja da Lagoinha

Cerca de 30 pessoas protestaram na manhã do último domingo (20) contra os pastores da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG). Com cartazes que traziam mensagens como “igreja é lugar para todos”, o grupo se manifestou sobre as declarações de André e Ana Paula Valadão sobre a homossexualidade.

De acordo com Thiago Santos, um dos líderes da União da Juventude Socialista (UJS) e integrante de outros movimentos, o objetivo da manifestação era fazer com que a igreja dialogasse sobre o tema. “Nós achamos que a informação é algo importante. Também há gays e lésbicas dentro da igreja, e acreditamos que a fala dos líderes têm muito poder de influenciar nos fiéis”, disse ao jornal O Tempo.

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Um juiz federal em Kentucky, estado da região sudeste dos EUA, decidiu que a cidade de Louisville não pode forçar uma fotógrafa cristã a trabalhar em casamentos do mesmo sexo porque a “Constituição não exige uma escolha entre os direitos dos homossexuais e a liberdade de expressão”.

O juiz distrital dos EUA, Justin R. Walker, decidiu nesta sexta-feira, 14, que Chelsey Nelson, uma fotógrafa de casamento e blogueira cristã, pode se recusar a fotografar e postar mensagens comemorativas sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo, de acordo com a firma jurídica cristã Alliance Defending Freedom (ADF, sigla em inglês).

De acordo com um decreto local, conforme interpretado pelos funcionários de Louisville, Nelson enfrentaria penalidades substanciais, incluindo danos, ordens judiciais e relatórios de conformidade, se ela se recusasse a servir a um casal gay.

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Milhares de evangélicos marcham contra novo Código Penal que legaliza casamento gay, no Haiti

Milhares de cristãos evangélicos tomaram recentemente as ruas de Porto Príncipe, capital do Haiti , em uma manifestação para exigir a retirada de alguns artigos incluídos no novo Código Penal, aprovado por decreto presidencial.

O protesto, convocado pelo Conselho Espiritual Nacional de Igrejas do Haiti (CONESPAH,), a Federação Protestante do Haiti (FPH) e o Conselho de Igrejas Evangélicas do Haiti (CEEH), que é membro da Aliança Evangélica Mundial, foi pacífico.

Os manifestantes exigiram que o presidente do estado, Jovenal Moïse, retirasse os pontos da nova legislação que consideram “imorais” e perigosos para outros direitos.

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