Bolsonaro é um dos grandes algozes do Estado laico, diz pesquisadora

Direitos Humanos, Justiça e Educação. Esses três ministérios são ocupados por pastores na gestão de Jair Bolsonaro (sem partido). O presidente, que se elegeu com o slogan “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”, tem respeitado o Estado Laico? A atuação de seus ministros e de parte de sua base aliada tem se baseado no interesse público? Há, no mundo, alguma democracia considerada sólida com tantos cargos ocupados por líderes de atuação notadamente religiosa?

Para Amanda Mendonça, doutora em Ciência Política e coordenadora do Observatório da Laicidade na Educação (OLE) da Universidade Federal Fluminense, o Brasil se afasta de exemplos democráticos durante a gestão Bolsonaro.

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Milton Ribeiro faz 1 mês como ministro: defesa da cloroquina e proposta de cortar R$ 4 bi da Educação marcam início da gestão

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, completa um mês no cargo neste domingo (16), sem o barulho e as polêmicas do antecessor Abraham Weintraub, mas com uma lista de grandes desafios na educação brasileira diante da previsão de perder, em 2021, R$ 4,2 bilhões para sua área.

Ribeiro é o quarto titular do Ministério da Educação (MEC) em um ano e meio de mandato do presidente Jair Bolsonaro. Ele tem 62 anos, é teólogo e pastor da Igreja Presbiteriana. Sua nomeação para a pasta agradou a ala evangélica do governo.

No discurso de posse, disse que buscaria ter “compromisso com o Estado laico” e manter “grande diálogo com acadêmicos e educadores”.

“Conquanto tenho a formação religiosa, meu compromisso que assumo hoje está bem firmado e bem localizado em valores constitucionais da laicidade do Estado e do ensino público. Assim, Deus me ajude”, afirmou.

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