3 de outubro de 2020 – Joia do Cristão Baiano

Eleições 2020: Assembleia de Deus proíbe apoio de pastores a candidatos

Em comunicado interno divulgado na última quinta-feira (1º), o pastor Silas Paulo de Souza, presidente recém-eleito da igreja Assembleia de Deus, em Mato Grosso, proibiu os pastores de setor, de sub-congregações, líderes de departamento e membros que exerçam cargos na igreja, de se envolverem em campanhas políticas na eleição de novembro.

O documento ainda diz que o membro da igreja que quiser manifestar apoio a qualquer candidato que seja poderá perder o cargo e que, caso insista, terá que abandonar a função dentro da Assembleia de Deus.
 
O comunicado também deixa claro que os membros que se lançaram candidatos a eleição e que exercem função dentro da administração da igreja, precisará entregar o cargo, assim como os que desejam apenas apoiar candidaturas.
 
A Assembleia de Deus é hoje a maior igreja evangélica do Estado e conta com aproximadamente 400 mil fiéis.
 
A determinação chamou a atenção pelo fato de que nos últimos anos eletivos, a igreja teve vários membros candidatos, que inclusive foram eleitos como o ex-deputado federal Victório Galli (Patriota), o deputado estadual Sebastião Rezende (PSC).
 
A mudança ocorre logo após a morte do pastor Sebastião Rodrigues de Souza, tio do pastor Silas de Souza e antigo presidente da Assembleia de Deus que no mês de junho deste ano faleceu vítima do Covid-19.
 
Líder da igreja por mais de 50 anos, pastor Sebastião era avô do vereador Abílio Junior (Podemos), que neste ano se candidatou à prefeito de Cuiabá.
 
A assessoria de imprensa da Assembleia de Deus em Cuiabá, que preferiu não comentar o assunto.

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Presidente da França diz que “Islã é uma religião em crise”

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta sexta-feira (02/10) um plano para defender o que chamou de valores seculares de seu país e coibir o islamismo radical. Ele ainda afirmou que o Islã é uma religião atualmente em crise.

Durante o anúncio, Macron prometeu defender o país do que classificou de “separatismo islamista” que, segundo ele, ameaça tomar o controle de algumas comunidades islâmicas. “Há uma crise do Islã em toda parte, que está sendo corrompida pelo radicalismo”, disse. Ele, porém, admitiu que o país é responsável pela forma como a prática da religião se desenvolveu nos últimos anos.

O presidente francês disse ainda que seu governo apresentará em dezembro um projeto de lei para reforçar uma legislação de 1905 que estabelece oficialmente a separação entre a Igreja e o Estado. A França segue uma filosofia rígida de secularismo chamada de laïcité, que separa a religião da vida pública.

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